01. Alternativa (B)
Aristóteles associou a cada elemento um par de qualidades (fogo = quente e seco; ar = quente e úmido; água = fria e úmida; terra = fria e seca) e admitiu que alterar uma delas transformaria uma substância em outra - como o ar resfriado virando chuva.
(A) é falsa: os quatro elementos gregos eram princípios explicativos, não elementos químicos. (C) é falsa: a teoria durou dois mil anos sem comprovação experimental - e caiu justamente quando Boyle a testou. (D) inverte Empédocles, que os considerava indestrutíveis. (E) é falsa: os atomistas não fizeram experimentos e sua ideia foi rejeitada, não vitoriosa.
02. V - I - IV - III - II
V. Boyle --> definiu elemento como o que não se decompõe. I. Empédocles --> quatro elementos primários indestrutíveis. IV. Alquimistas --> aparelhos e técnicas na busca da pedra filosofal. III. Leucipo e Demócrito --> partículas indivisíveis e eternas. II. Aristóteles --> qualidades opostas.
03. F - V - F - V - V - F
a) Falsa. A definição dada é de lei. Princípio é a generalização em palavras de regularidades observadas. b) Verdadeira. c) Falsa. A previsão não confirmada faz o processo reiniciar - revisa-se a hipótese ou o experimento. É o funcionamento normal da ciência, não uma falha dela. d) Verdadeira. e) Verdadeira. f) Falsa. Os alquimistas criaram vidrarias e processos (destilação, filtração, cristalização) e obtiveram substâncias como os ácidos nítrico e sulfúrico e os hidróxidos de sódio e de potássio.
04. a) As seis infrações: (1) chinelos - o calçado deve ser fechado, protegendo contra respingos e vidro no chão; (2) cabelo solto - deve estar preso, pois alcança a chama e os reagentes; (3) bebida na bancada - é proibido comer ou beber no laboratório, pelo risco de ingestão acidental; (4) pipetar com a boca - proibição absoluta, mesmo para água; usa-se pera de sucção; (5) devolver o excesso ao frasco original - gera contaminação; (6) descartar na pia - resíduo químico exige frasco identificado e coleta autorizada. Também se pode citar a ausência de óculos, jaleco e luvas.
b) O pictograma de corrosão indica corrosão/irritação à pele, lesões oculares graves e corrosividade a metais. EPIs indispensáveis: óculos de segurança e luvas adequadas (nitrila), além de jaleco fechado.
c) O que voltou ao frasco pode ter tocado vidraria não estéril, resíduo de outro reagente ou ar. Uma contaminação mínima inutiliza todo o frasco, invalida os experimentos seguintes e pode desencadear reação perigosa dentro dela. A convicção do estudante não é evidência - em segurança, trabalha-se como pior cenário.
05. a) Hipótese: "O bicarbonato de sódio, ao ser aquecido na massa, produz um gás que forma bolhas e faz o bolo crescer." É testável porque prevê um efeito observável e mensurável.
b) Previsão: "Se o crescimento depende do gás liberado pelo bicarbonato, então a massa com bicarbonato atingirá uma altura final maior que a massa sem bicarbonato."
c) Experimento controlado: preparar duas massas idênticas, na mesma tigela, com os mesmos ingredientes, quantidades, forma e forno. Variável independente: presença ou ausência de bicarbonato. Mantidos constantes: demais ingredientes, tempo e temperatura do forno, tamanho da forma. Variável medida: altura final do bolo, em centímetros, com régua. Repetir pelo menos três vezes para evitar acaso.
d) Se o resultado contrariar a previsão, o processo reinicia: revisa-se o experimento (houve variável descontrolada?) e, se ele estiver correto, reformula-se a hipótese - talvez o crescimento dependa da reação do bicarbonato com um ingrediente ácido, como o iogurte ou o limão. Nova hipótese, nova previsão, novo teste.
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